11 de abr de 2011

Nova técnica corrige problema congênito de peito afundado


Uma nova cirurgia para corrigir um defeito congênito que deixa o osso da frente do tórax afundado está sendo realizada em centros universitários de São Paulo, Rio, Curitiba e Manaus.

"Depois dos 13, eu percebi que era diferente"

Na cirurgia convencional, é necessário um corte de cerca de dez centímetros para abrir o peito e remover as cartilagens alteradas.

"A nova técnica é mais rápida, provoca menos perda sanguínea e deixa o contorno torácico mais uniforme", diz José Ribas Milanez, do serviço de cirurgia torácica do InCor (Instituto do Coração) do HC de São Paulo.

A correção é feita com uma barra metálica, introduzida no tórax com auxílio de um cateter com vídeo, que empurra a cartilagem afundada para frente. Após três ou quatro anos, a barra é retirada.

No HC, já foram feitas 141 cirurgias com a nova técnica, e cerca de 30 pacientes já retiraram a barra. A deformação não voltou em nenhum dos casos, segundo Milanez.


INCIDÊNCIA
Estudos internacionais apontam que o defeito, sem causa conhecida, atinge um em 400 nascidos, na proporção de sete homens para uma mulher. Mas a incidência pode ser maior.

Um estudo coordenado por Fernando Westphal, professor de cirurgia torácica da Universidade Estadual do Amazonas, mostrou que o problema atinge 1,27% das crianças de 11 a 14 anos de Manaus. A pesquisa foi feita com 1.332 escolares da rede pública da cidade.

Na maioria das pessoas, o afundamento do peito não causa consequências mais sérias no funcionamento do coração e dos pulmões, embora muitos pacientes tenham dificuldade para realizar exercícios intensos.

"Muitas vezes, a deformidade pode parecer até grotesca, mas não dá complicações físicas. Mas, a partir da adolescência, é comum a pessoa ficar introvertida e com baixa autoestima por causa do defeito", diz Marlos Coelho, do Serviço de Cirurgia Torácica da PUC do Paraná.

Um dos obstáculos à cirurgia é o custo do material, mas a PUC do Paraná já desenvolveu uma barra nacional, que deve entrar em breve no mercado. Além disso, a cirurgia já tem registro no Ministério da Saúde para ser incluída no SUS, segundo Milanez.

Dr. Daniel D´Attilio
Texto retirado do site folha.com



9 de abr de 2011

Ter artrite não significa render menos

Pesquisa mostra que ter a doença não torna as pessoas menos produtivas.

Muitas pessoas que sofrem de artrite passam por dificuldades periódicas no trabalho. Entretanto, uma nova pesquisa norte-americana mostra que elas não se tornam menos produtivas com estes problemas. Em muitos casos, mudanças simples no ambiente de trabalho podem ser bastante úteis.
Já se sabe que as pessoas que sofrem de artrite frequentemente enfrentam limitações no trabalho. Em um estudo do governo norte-americano, um terço da população em idade produtiva e que sofre de artrite naquele país relatou que o trabalho é prejudicado por problemas de saúde.
Entretanto, de acordo com o novo estudo– que acompanhou quase 500 americanos trabalhadores que sofrem de artrite – apensar de bastante comuns, as dificuldades no trabalho não são constantes.
Durante os quatro anos e meio de duração do estudo, três quartos dos participantes relataram dificuldades ocasionais, mas não contínuas, no trabalho. Somente nove em cada cem participantes passaram por dificuldades graves consistentes – problemas que podem impedir a realização de algumas tarefas no trabalho, ou ainda forçá-los a reduzir a carga horária.
“Limitações no trabalho em virtude da artrite geralmente são abordadas como problemas constantes. Mas, eu acredito que elas são mais periódicas”, disse Monique A. M. Gignac, professora da Universidade de Toronto, que conduziu o estudo.
Ela complementa que essa informação é importante tanto para empregadores, quanto para seguradoras e para os próprios trabalhadores que sofrem de artrite. “Existe uma crença de que as pessoas que têm artrite são um peso no ambiente de trabalho, mas este não é o caso”, ela complementou.
Ainda assim, muitos trabalhadores acometidos pela doença, de certa forma, realmente acabam enfrentando problemas no trabalho. As questões mais comuns abordadas no novo estudo foram as ações de levantar e carregar objetos, ajoelhar-se e ficar de pé por longos períodos – de um quarto a três quartos dos participantes relataram tais problemas.
Quando o assunto em questão é facilitar o desempenho destas tarefas, os trabalhadores geralmente tomam medidas simples, como o uso de “acessórios” ou mudanças de mobiliário para facilitar o trabalho. 
Gignac ressalta que uma cadeira mais confortável, um apoio para os pés ou um teclado especial podem ser de grande utilidade. Ela afirma que algumas medidas sem custos também ajudam – como organizar a mesa de trabalho para deixar tudo à mão ou levantar-se e alongar-se periodicamente.
“São coisas que podemos fazer para manter nosso nível de energia e reduzir a dor”, diz.
Relativamente poucos participantes do estudo tomaram medidas mais significativas, como alterar o horário de trabalho. Durante todo o estudo, apenas 17 em cada cem pessoas fizeram tais alterações.
As descobertas, relatadas no periódico Arthritis Care & Research, são baseadas em entrevistas conduzidas com 490 trabalhadores adultos que sofriam de osteoartrite – o tipo mais comum da doença que ataca as articulações com a idade ou com atividades esportivas intensas – ou artrite inflamatória. A maioria dos participantes do segundo grupo sofria de artrite reumatoide, doença na qual o sistema imunológico acidentalmente ataca o interior das articulações.
Os participantes atuavam em ramos diversos de atividades – como transporte, vendas, ensino e negócios – e foram entrevistados por quatro vezes ao longo os quatro anos e meio de duração do estudo. 
Segundo Gignac, o fato de que as limitações de trabalho vêm e vão podem estar relacionadas à própria natureza da doença. Para algumas pessoas, mudanças no tratamento ou no trabalho podem fazer uma grande diferença.
Gignac sugere que os trabalhadores com sintomas de artrite devem agir rápido – o que, primeiramente, significa consultar um médico para receber um diagnóstico e dar início ao tratamento. A especialista observa que algumas pessoas podem ser mais relutantes para informar o problema ao empregador, pensando que esta é uma decisão pessoal. Mas, ela também ressalta que tem muita gente trabalhando com artrite ou com outras condições crônicas de saúde.
“Você não está sozinho, tem muita gente por aí como você”, diz a especialista.
Ela diz que em empresas que contam com um departamento de recursos humanos, os funcionários podem se informar, anonimamente, sobre as adaptações de trabalho disponíveis para quem sofre da doença. Para aqueles que são mais relutantes em revelar problemas de saúde no ambiente de trabalho, ela aconselha aconselhamento médico quanto às adaptações que possam tornar o trabalho mais fácil.
Dr. Daniel D´Attilio
Texto Retirado do Site saude.ig.com.br

8 de abr de 2011

ARTROSE EM JOVENS - Causa pode estar na musculação

Musculação exagerada e obesidade aproximam artrose dos jovens. Doença antes associada só à terceira idade já dá sinais em pessoas com menos de 30 anos.

“Um carro quando é usado exageradamente dá muitos problemas. Deixar o veículo na garagem e não usar nunca é ainda pior”, diz um dos maiores ortopedistas brasileiros, o médico René Abdalla, para explicar os motivos da cartilagem dos jovens estar muito mais frágil hoje do que no passado, condição inicial para desencadear a artorse, uma doença degenerativa.

A musculação com muito peso, a corrida sem descanso, os esportes competitivos dividem a “culpa” com obesidade e sedentarismo para a população com menos de 30 anos procurar os ortopedistas e descobrir problemas nos joelhos, quadris e tornozelos, as partes do corpo mais afetadas pela artrose.

O sintoma principal da doença é a dor e a limitação de movimentos. Quando a cartilagem fica muito gasta, o osso é prejudicado e, em estágio avançado, as consequências são irreversíveis.

“É uma tendência atual observar pacientes mais jovens com problemas e, em alguns casos, diagnosticamos artrose, doença antes mais associada à terceira idade”, confirma o problema Leonardo Rocha, chefe do Centro de Trauma Ortopédico do Instituto Nacional de Ortopedia e Traumatologia (Into), ligado ao Ministério da Saúde.


O professor e cirurgião especializado em joelhos da Faculdade de Medicina da Santa Casa, Ricardo Cury, acrescenta: ao mesmo em que o início cada vez mais precoce de atividades esportivas aumenta as lesões nesta faixa etária, a sobrecarga nos membros inferiores pode ser trazida exclusivamente pelos quilos extras revelados pela balança. “A obesidade castiga demais as pernas e os pés.”

Prevenção

Para quem está acima do peso, emagrecer é fundamental, mas não condição exclusiva para evitar a artrose.
“Quem conviveu durante muito tempo com a obesidade, tem a cartilagem prejudicada, situação que permanece após o emagrecimento. É preciso uma ajuda especializada e com treinos específicos para o fortalecimento das articulações”, explica o médico Abdalla, que coordena o Centro de Joelho do Hospital do Coração.

Os magros já adeptos dos exercícios e da musculação, informa o ortopedista Rocha, passam por um processo natural de desgaste da cartilagem e o alongamento prévio antes das atividades também não é vacina totalmente protetora contra artrose, ruptura de ligamentos ou inflamações nos tendões.

“O alongamento serve para preparar a musculatura para o exercício, mas não minimiza o desgaste. A orientação especializada para os treinos é o que protege mais”, diz o médico do Into.

Os especialistas orientam ainda que o descanso da musculatura é essencial para evitar problemas. Outra dica é não colocar muito peso nos aparelhos, em especial se isso for feito por conta própria.

“Para os homens e mulheres que querem pernas muito torneadas – o famoso pernão, característica atual das musas – a orientação é buscar ajuda com nutricionistas”, diz René Abdalla.

“É possível definir os músculos sem recorrer às cargas muito pesadas da musculação com auxílio de alimentação focada no aumento da massa muscular, por exemplo”, completa.

Anabolizante não!

Os jovens que querem deixar distantes a artrose e o reumatismo – outro problema que não é típico só de idosos –, além de maneirar os exercícios, não podem recorrer a artifícios perigosos como os anabolizantes ou suplementos sem indicação especializada. Estes produtos afetam diretamente o coração, sendo o ponto de partida de infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVC).

 
Dr. Daniel D´Attilio
Texto retirado do site saude.ig.com.br

 
As informações deste blog tem objetivo de informar e propagar o conhecimento. Não estão aqui em caráter de consulta, tampouco substituem a consulta médica ou fisioterapêutica. Os profissionais de saúde são os únicos indicados para avaliar e traçar a conduta necessária caso a caso. Se estiver com algum problema, procure um profissional de saúde.